Sobre encontros





Em um encontro perfeito, quem diria que eu ia achar em meio a tantos loucos o meu sorriso perfeito?  Ele era tímido, mas sabia disfarçar. Era nosso primeiro encontro de verdade, não aquelas esbarradas na boate. Não vou negar, me surpreendeu. Nossa conversa era gostosa com algumas trocas de olhares. Adorava o deixar sem graça só pra ve-lô sorrir. Ahhh, como gosto de o ver sorrir! Acho que foi naquele momento em que me perdi em seu rosto que apaixonei.
Desde na hora que entrei no carro até a hora do ultimo beijo foi tudo perfeito. A conversa, os drink’s, as risadas, até aquelas músicas bregas. Foi amor. Carinho. Respeito. Sensações.
O problema é que ele foi perfeito e por toda a noite ele foi um cavalheiro no melhor estilo o homem dos livros. De uma certa forma ele me marcou, e sempre estará presente nas minhas lembranças, nos risos, nos olhares, por onde quer que eu vá. Era uma noite, mas tinha parceria, amor, empatia, presença. Até que não teve mais. Talvez tivesse sido mais fácil, se fosse como os anteriores, sem sal, mas não foi. Foi o melhor. Talvez fosse mais fácil se a ausência fosse prematura. Sempre é mais fácil sentir falta do que nunca teve.
Eu estaria mentindo se dissesse que não esperava:  sei que o tempo tem a natural tendência de afastar as pessoas de mim, acho que que só esperava que fosse tão rápido. Confesso que tampouco de um dia para outro, mas é inevitável já que falamos de um tipo de distância que vai doer.
E sabe o que é pior? É a certeza que é reciproco.

Alice Bennet






Nenhum comentário:

Postar um comentário

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.