Literatura Urbana


O que é a Literatura? Onde vive? Do que se alimenta? Essas e outras respostas na sexta-feira, no G* Repórter.

Meus amigos devem achar que sou um tanto maluco. Vá lá, talvez o escritor seja um tipo de patologia psicológica. O fato é que eu vejo literatura em todo lugar. Sim, em todo lugar. Em paredes, muros, paralamas de caminhão...

Isso mesmo! Ou você acha que a literatura está só nas grandes editoras, cara pálida?

Sinto desapontá-lo, mas embora tentem fazer acreditarmos nisso, não. A Literatura é tão variada em gêneros e plataformas que seria no mínimo injusto desconsiderá-las. Veja o caso das poesias de rua, essa literatura urbana pichada nos muros com a assinatura de Gilson. É poesia, é literatura, da forma mais natural possível, publicada e acessada por muitos há anos em Nova Friburgo. Merecia um Jabuti pelo conjunto da obra.

Infelizmente, ainda temos muito preconceito com o que não circula pelas grandes editoras, pela chamada Literatura Tradicional, os grandes nomes. Há uma espécie de hierarquia consentida entre essa e o que é publicado em editoras por demanda, plataformas digitais, por autores independentes, pela literatura oral, nos muros e paralamas de caminhão. Aliás, ela nasceu nua e livre, nas paredes das cavernas e ao redor de fogueiras. A Literatura é livre e não cabe em capas, rótulos ou em prateleiras. Ela é livre e está em todo lugar.

George dos Santos Pacheco
georgespacheco@outlook.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.