Resultado do 4º Concurso Literário Nacional Julio Salusse

A Academia Friburguense de Letras apresenta os vencedores do 4º Concurso Literário Nacional Julio Salusse, que, neste ano, teve a participação de 240 candidatos, de 22 Estados Brasileiros:



4º CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL JULIO SALUSSE

R e s u l t a d o    F i n a l

P O E S I A
Classificação
Nome
Cidade
Est.

1º Lugar

2º Lugar

3º Lugar

Dilson Solidade Lima

Arnon Segal Hochman

Paulo Cesar Tórtora

Feira de Santana

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

BA

RJ

RJ

P R O S A

1º Lugar
2º Lugar
3º Lugar

Arnon Segal Hochman
Rômulo César L. R. de Melo
Jonas Lemes Bertoldo Scherer

Rio de Janeiro
Recife
São Leopoldo

RJ
PE
RS

MENÇÃO HONROSA

Poesia
Prosa
Prosa

Genildo Firmino Santana
Astier Basílio da Silva Lima
Lohan Lage Pignone

Tabira
Campina Grande
Nova Friburgo

PE
PB
RJ





A premiação acontecerá em Sessão Solene da AFL,  no plenário da Câmara Municipal de Nova Friburgo, dia 8 de dezembro, às 19h,quando os vencedores receberão o troféu e o certificado.

A Câmara Municipal de Nova Friburgo fica na Rua Farinha Filho, nº 50, no Centro.

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Crime em Nova Friburgo


O bicentenário de Nova Friburgo tem se mostrado bastante prolífico no tocante a iniciativas de resgate da memória da cidade. Um desses projetos é a página na rede social Facebook "Rumo aos 200 anos", coordenada pelos pesquisadores Pigeobau Pierre e Janaína Botelho. A maioria de suas postagens trata-se de recortes antigos de jornais, fruto de intensa pesquisa na Hemeroteca Biblioteca Nacional e um deles me chamou bastante atenção. Intitulado "Crime em Nova Friburgo" é uma notícia de um crime ocorrido no dia 24 de junho de 1829 na "nova vila" em que se destaca a "literariedade" da notícia, em uma época em que o jornalismo era totalmente diferente do que conhecemos em nossos dias - e no qual não pretendo me deter neste artigo. Outra característica que me chamou a atenção foi a grafia do Português utilizado na época - também muito distinto.


Trabalhos como este contribuem tanto pela informação de outros tempos, quanto pelas particularidades do texto e  do veículo, nos fazendo compreender melhor nossa história e o que somos. Sem mais delongas, segue abaixo o texto transcrito, tal qual foi divulgado na época.

Jornal do Commercio 3-7-1829 (Hemeroteca Biblioteca Nacional)

Morro Queimado ou Nova Friburgo

Acaba-se de commeter na nova Villa hum assassinio revestido de circunstâncias que augmentão o horror d’este crime. Allegro Pai de família residente no Rosário chegou a 24 de junho à nossa Villa, para n’ella fazer baptizar hum seu filho. O dia 24 era Santo: o tempo estava bello, e havia hum numeroso concurso dos habitantes das circunvisinhanças. Nada pressagiava que este dia consagrado a deveres religiosos e à recreação, se terminaria com uma scena de sangue.

O desgraçado Allegro depois de se haver retirado às 8 horas e meia da noite, tendo assistido a huma representação de Theatro que fizerão alguns moradores d’este sítio passeava tranquilamente na frente de sua habitação, fazendo horas para se deitar; sendo observado, e chegando a hum dos extremos, achou-se de repente surprehendido, e assaltado por hum numero de assassinos. Estendido sobre o chão, a notícia s’espalhou logo que hum homem havia sido espancado à mortem e que seus assassinos foram vistos a fugir a toda a pressa, o alarme faz-se geral, e sabe-se que Allegro he a victima.

Não obstante os cuidados que lhe foram prodigalisados, os talentos do Doutor Baziel n’applicação dos remédios só sobreviveo 3 dias no seu cruel estado.

Huma das occorrencias mais atrozes d’este assassinio, e que distingue o caracter dos assassinos, he que depois de haverem saciado a sua ferocidade, havendo-lhe aberto o cranco a pancadas de páo, quebrado todos os dentes, e atravessado huma faca pelo pescoço, temendo-se talvez que a morte revellasse os criminosos, cortarão-lhe a língua.

Parece que a penna recusa-se a traçar estes detalhes. As mais fortes suspeitas recahirão logo sobre alguns indivíduos bem conhecidos, e que todos cuidão em evitar, os quaes graças à impunidade, ou à nullidadede meios repressivos tem-se accumulado crimes sobre crimes.

O mesmo desgraçado Allegro antes de morrer, por movimentos affirmativos com a cabeça, às perguntas que se lhe fazião, parece tê-los designado à Justiça. Existem outras provas mais evidentes ainda.

Os mesmos páos que foram achados no lugar do assassinio tintos de sangue, foram vistos nas mãos d’esses indivíduos de dia; ha testemhunhas que os virão incurta-los, e que os pedaços que foram separados coincidião com os mesmos páos, se estas circunstâncias todas forem combinadas, ver-se-há que não pode haver contra elles accusação mais grave.

Ouvimos dizer que o Governo ordenou logo que se abrisse huma devassa; Esta forma de proceder, segundo nos parece, para que tivesse bom resultado, devia de ser precedida da remessa de 5 ou 20 Soldados a fim de proteger efficazmente tanto a segurança como o castigo dos criminosos: de outra forma quem se animara a revellar o que vio, e o que ouvio sabendo que os assassinos estão em plena liberdade, que podem rondar a sua casa, e ser victima da sua deposição. O mesmo substituo Juiz de Paz Mr. Quevremont, não está seguro.

Estas considerações são tanto mais verdadeiras  que a Camara do Morro Queimado pedio ao Governo huma força armada, visto que a que existe he nulla tanto pelo seu numero como pela sua qualidade.

Estamos aqui todos na maior auxiedade, que será das vantagens da feliz temperatura d’este clima, que no verão nos motiva a vinda de muitos estrangeiros, se estes tem a temer pela sua vida, se souberem que aqui pode-se ser criminoso impunemente.

Tal he Sr. Redactor, a narração succinta de huma Scena dolorosa, e horrivel nos seus detalhes, e que he impossivel que o Governo não tome na mais séria consideração.


George dos Santos Pacheco
georgespacheco@outlook.com
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Lembrança Avassaladora.



As maiores resiliências do passado às vezes estampam nossa face mostrada pelos nossos olhos em um cotidiano que assombra a nossa mente, o passado por vezes não é uma boa lembrança, quando ainda machuca, dói, fere. Acima disso, rasga nosso peito em certos momentos, a intensidade que carregamos isso em nosso coração faz com que a intensidade do passar, não vai embora nunca, faz morada em nossa vida.


E quando a saudade se transforma em letra de música, ainda mais aquela que lembra a pessoa, o complemento de frase que estalava no entrelaço do refrão. Como um abraço, calmo, demorado, que faz você sucumbir a qualquer sentimento vivido, aquela saudade que ecoa na casa como um grito de socorro, o mais impressionante que ainda estará ali, mesmo eu saindo para dar uma volta, quando voltar a lembrança será sentida com a mesma intensidade.



Mas nisso tudo que estou escrevendo é que eu queria que você pudesse sentir isso e que essa saudade que invade meu peito fosse sentido por você e a sua imaginação aguçada percebe-se, poxa valeu apena, não que isso faça diferença hoje, não que isso mudará algo, tanto que os caminhos são diferentes, mas porque nisso tudo percebemos que tinha muito de nós, inteiros, verdadeiro, iguais. Para muitos infinitos vale a grandeza do ser, e nisso tudo há uma beleza que o tempo nunca irá apagar.  


Luís Fernando-Cronista
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FLINF se despede em clima de saudade




Em quatro dias de eventos no conhecido “Corredor Cultural”, na Praça Getúlio Vargas, no Cadima Shopping e nas Livrarias Sabor de Leitura e Arabesco, a Festa Literária de Nova Friburgo já deixa saudades. Homenageando Affonso Romano de Sant´Anna e Marina Colasanti, a FLINF contou com a presença de Zuenir Ventura, Sérgio Rodrigues e Arthur Dapieve, Bia Wilcox, Luiz Fernando Vianna e Henrique Rodrigues com interessantes mesas e debates sobre o papel da literatura na sociedade contemporânea.


Os autores friburguenses se destacaram durante o evento. Elizabeth Souza Cruz comandou uma interessante Oficina de Trovas na sede da UBT Nova Friburgo e Álvaro Ottoni uma divertida contação de histórias para a criançada, garantindo uma oportuna diversidade de atrações na FLINF. Mariana Matos lançou o livro “Irineu – Aquele dino de boa que você respeita”, assim como Daniel Frazão com “As crônicas de Elvis – Cadillac Cor de Rosa”, Chaiene B. Santos com “Homem Fantasma”, Márcia Savino com “Se essa rua fosse minha”, e Ana Beatriz Manier com “Te ajudarei a ir se quiseres”.



George dos Santos Pacheco participou da mesa "Literatura e Cinema: Uma história boa pra contar" com o cineasta Luciano Santos e mediação da professora e produtora cultural Marisa Maia, e também da mesa “Nova Friburgo – Contos, Crônicas e Declarações de Amor”, com Robério José Canto, Ordilei Alves, Anna Braga Asth, Ania K. Gevezier, Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves, casal que também lançou o livro “A vida é uma tarde de chuva”.
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Solteiros por grandes períodos de tempo realmente acabam mais felizes.



Talvez tenham ficado solteiras durante todo o ensino médio e não estão acostumadas a serem parceiros de alguém. Talvez tenham ido em alguns encontros desde que os ex as deixaram, mas nada ficou sério. Talvez tenham decidido dar pausa do namoro para seu próprio bem, ou talvez tenham acabado sozinhas, apesar de não ser o que realmente queriam.
De qualquer forma, essas pessoas que passam um longo período de tempo sem fazer parte de um relacionamento, acabam por serem as mais felizes de todas. Elas acabam sendo as mais felizes, porque aprenderam a se sentir confortáveis ​​com a solidão. São capazes de passar uma noite na cama sozinhas e ainda dormirem profundamente. São capazes de fazer compras, sem se sentirem estranhas por não terem alguém para compartilhar a experiência.
Elas aceitam estar sozinhas. Elas acabam sendo as mais felizes, porque têm tempo de se concentrar em si mesmas, de agir egoisticamente, de descobrir o que realmente importa para elas. Elas mantêm contato com seus amigos, em vez de se afastarem. Elas perseguem seus sonhos, em vez de deixá-los escapar. Elas têm atitude. São dedicadas e apaixonadas.
Elas acabam mais felizes, porque cultivaram sua independência. Têm dinheiro suficiente para cumprirem seus compromissos, e conhecimento suficiente para cuidarem de seu próprio bem-estar. Elas são sobreviventes. Improvisadoras.
Elas são as mais felizes, porque percebem que o amor não deve ser o centro do universo. Não deve ser a única coisa em sua mente, a razão para acordarem pela manhã e para saírem à noite. Em vez de perseguir parceiros, essas pessoas perseguem suas esperanças e sonhos, perseguem o futuro que sabem que merecem.


Alice. 

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Pacheco participa de roda de conversa na segunda edição da FLINF


A segunda edição da FLINF (Festa Literária de Nova Friburgo) se aproxima! A festa, que acontece de 26 a 29 de outubro, homenageia Affonso Romano de Sant´Anna e Marina Colasanti, tendo eventos em diversos espaços, como o conhecido “Corredor Cultural”, na Praça Getúlio Vargas. George dos SantosPacheco, escritor e membro da Academia Friburguense de Letras, e colunista do Nova Friburgo em Foco (recentemente laureado pela Câmara Municipal de Nova Friburgo) participa da roda de conversa "Literatura e Cinema: Uma história boa pra contar" com o cineasta Luciano Santos e mediação da professora e produtora cultural Marisa Maia, onde discutem as relações entre Literatura e Cinema a partir da adaptação de textos literários para a produção audiovisual, como o filme “A Dama da Noite”, baseado no conto homônimo de George.
O evento acontece no dia 27/10, sexta-feira, às 14 horas, no Cadima Shopping, que fica na Rua Moisés Amélio, 17 - Centro, Nova Friburgo – RJ.
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http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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