Peso demais nessa bagagem?




Hoje em dia, é normal vermos diversos jovens escrevendo e atualizando o passo literário desta atualidade. – Coisa bem rara. – A realidade é outra, afinal. Quando mencionam a palavra escritor, muitos pensam no pensador, velho enrugado, rouco e meio arrogante. Naquela filosofia de vida, nos livros e em imensas telas. A questão aqui, é diferente. O público jovem tem desmerecido a literatura que temos, em geral. A minoria se concentra em ter renome, em lançar um livro e quem sabe, tornar-se um 
best seller
Não se trata mais de transformação de vida ou linguagem, mas fama, público, quem sabe, dinheiro. Acho isso uma tremenda falha no caráter humano; Pois, um livro não é um material somente. É imortalidade, sentido único e filial. É uma corrente que liga ao terno e invisível; A imaginação. 
Você, que, pensa que escrever é algo bacana, que isso lhe trará grupos e uma possível fama de “ inteligentinho “, esteja certo, isso não irá aumentar ou diminuir seu tempo de vida, mas lhe trará tédio repugnante. 
O movimento de escrever para vender é deletério. – Afaga o bolso, mas transmite a moral para a falta de bom senso. – O que acho, que, todo aquele que é realmente escritor, autor de si mesmo, sabe que escrever um livro é bem mais no que pensar num capa bem feita e uma diagramação sentida. Escrever trata-se de transportar sua experiência ou mundo para quem o lê. E isso, como qualquer processo existencial é transitório. Se só vender livros fosse fácil, não existia tantos engenheiros, advogados e médicos. 
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Em nome da razão?







“ Aqui é pior que o purgatório, pois, até o purgatório é santificante, aqui, se for o purgatório, como sempre acontece, muitos saem daqui direto para o inferno. E o inferno, você já sabe o que é, pois é. “



 Como se retrata na história do Manicômio de Barbacena e no conto de Guimarães Rosa; Pessoas que se passam, entre grades, mulheres de muito longe, que vão parar longe além de longe. Um hospital psiquiátrico, cercado de muros grossos, deixando a compaixão ao lado de quem se diz realmente são. 

Não é capaz de medir o anti-humanismo que se traz nesse retrato histórico. É realmente necessário que as pessoas consumam mais ar do que um pedaço de papel. Ou produtos que satisfazem o ego. A agressividade humana não está somente na ação, está no manisfesto e mandamento do ócio negativo, transformando a realidade do “ paciente “ em um controle de sonambulismo. Que, no caso, é a realidade, controle de realidade na falta de capacidade natural em raciocínio do interno. 

“ O objetivo não é a cura, nem a recuperação. É o controle. “

“ Nunca vi um doente mental que fosse curado, simplesmente, ele é melhorado daquele ponto de agressividade. “

Estas são frases citadas no filme Em Nome da Razão, um possível registro mais a fundo da realidade desse universo sem dimensão. Destas pessoas que foram largas e jogadas num pedaço de isolamento. 
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Politicamente-correto






Século XXI,


 e o mais importante é poder falar bem do que fazer o próprio bem. Onde o politicamente-correto é mais valorizado do que a atitude correta no dia a dia.

Trago essa breve reflexão para nosso cotidiano, onde, vale a pena repensar algumas questão que a sociedade coloca como mandamentos “ bíblicos “.

Muitos debates ocorridos na Internet é válido por quantas palavras inteligentes se usa, não por qual assunto está realmente defendendo. A capacidade de uso da violência verbal, que se acha no politicamente-correto é um ato mais protegido que, um pobre, usarei este termo porque é assim que acontece, onde, um pobre, que salva uma senhora de idade por uma situação de saúde, uma doença, um acidente e etc. Uma sociedade que protege a idealização de porte de imagem, do que pela a atitude.

Onde se acha, que, é mais certo agir como um executivo, mesmo que este, seja um sangue frio e desmate o senso humano, é bem visto do que uma pessoa que realmente traz o bem através de ações reais, do que, pela palavra.

Vemos isso, a partir dos candidatos com seus discursos, com belas palavras, belas imagens, promessas de que um paraíso irá descer sobre nossas vidas. – Sendo, assim, que, tornar-se quase duvidoso crer ( digo, em minha pessoa ), numa promessa que seja verdadeira em pleno século XXI.

O que nos tornamos, afinal?
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Café literário: Vida futura, não te criaram







Meu querido Drummond,
estavas errado.

Tempo que se foi, você,
também.

Se você, vivo estivesse,
diria que o Brasil virou cercado.

Que nossos anjos foram exilados
e que nossos óculos, bom, ficaram nus.

                     - não há mais lentes.

E agora
?


Brenno Castro 

Brenno Ariel Da Silva Castro nasceu em Nova Friburgo, RJ, em 1999. Aos 13 anos, mergulhou no Mundo da Literatura e logo apaixonou-se pelos livros, principalmente pela Poesia. Inspira-se profundamente em Fernando Pessoa e em seus heterônimos, especialmente, Alberto Caeiro. Sente que sua vida também é uma inspiração. Como costuma dizer: "Para transformar uma fantasia em poema é preciso, antes, ter vivido".


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Café Literário: Onde está Deus

Onde está Deus

vejo com boas lentes
a todos estes, senhores, moços,
por suas palavras, crentes.

coisa nenhuma,
imagem censurada,
sem corpo, sem ar. – Sem vida.

atores
que mostram
algo sem lógica:

anjos que falam,
homens que medem
o universo na régua.

não existo,
se acaso existe
essa procura inabalável;

Onde está Deus,
importa, mesmo,
é dentro da gente.

Brenno Castro 

Brenno Ariel Da Silva Castro nasceu em Nova Friburgo, RJ, em 1999. Aos 13 anos, mergulhou no Mundo da Literatura e logo apaixonou-se pelos livros, principalmente pela Poesia. Inspira-se profundamente em Fernando Pessoa e em seus heterônimos, especialmente, Alberto Caeiro. Sente que sua vida também é uma inspiração. Como costuma dizer: "Para transformar uma fantasia em poema é preciso, antes, ter vivido".
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Café Literário: A mente, mente


A mente, mente. Vivemos em uma classe de vida diferenciada das muitas que se passaram. O famoso século XXI é, cada vez mais, algo sem resumo ou aspecto definitivo. Não se tem uma cara ou identidade única.

São diversas – as formas – para aniquilar qualquer forma de realidade. Diria, que, por meios de sobrevivência e comunicação, somos anti-humanos. Não funciona porque queremos assim, mas por ser assim. Seguimos o padrão de vida que nos é imposto. – O que dizem ser a vida.

– E isso, sem dúvida alguma é o que, sinceramente, tira-nos da vida. Digo, que, sinto-me uma espécie de Hamlet, afastado do sabor da vida, das boas coisas. E preso na necessidade de, sempre, sempre estar a correr contra a necessidade alimentar-me e dormir, para novamente acordar.


Brenno Castro
escritorbrennocastro@gmail.com

Brenno Ariel Da Silva Castro nasceu em Nova Friburgo, RJ, em 1999. Aos 13 anos, mergulhou no Mundo da Literatura e logo apaixonou-se pelos livros, principalmente pela Poesia. Inspira-se profundamente em Fernando Pessoa e em seus heterônimos, especialmente, Alberto Caeiro. Sente que sua vida também é uma inspiração. Como costuma dizer: "Para transformar uma fantasia em poema é preciso, antes, ter vivido".
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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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