Diário de uma ansiosa



A vida de um ansioso não é fácil, não nos julgue, não fazemos por mal e garanto, gostaríamos muito de viver de acordo com o relógio das pessoas normais. Apesar de nós mesmos não sermos seja paciente conosco.

É normal ficar ansioso por uma viajem, por um show, a chegada de alguém especial, uma festa, uma despedida. O ansioso, porém, é aquele que quando nada está acontecendo – aquelas malditas horas que se antecedem o acontecimento – TUDO pode estar desmoronando. E sim, o ansioso precisa daquela resposta imediata, agora, para poder salvar o mundo.

JAMAIS, deixe um ansioso esperando, não diga a ele que você tem algo para contar, mas não pode ser agora – da “morte” – Não deixe quase enfartar de tanta espera ao observar aquele “escrevendo” no whatsapp, mensagem, facebook, ou qualquer coisa, e nada de resposta aparecer. Também não deixe pra responder depois de 2 ou 3 horas.  Não peça para esperar sete dias úteis. Não se atrase. Ele com certeza começou a se arrumar uma hora antes do que precisava, justamente para não deixar ninguém esperando. O problema é que ele vai ficar pronto antes e vai ficar esperando. Não importa se forem 40 ou 10 minutos, será uma eternidade. O ansioso começa a planejar a vida desde o primeiro dia do ano, mesmo que nada sai conforme planejado. Tem feriadão em maio, desde janeiro, já organiza tudo para tal dia – aquele dia que nunca chega – e incrivelmente ele também poderá esquecer o carregador, o celular, aquela roupa pra noite, documento, tudo devido a tamanha ansiedade e pressa ao grande acontecimento.

O ansioso acha que todos têm que seguir o ritmo dele, o que o deixa ainda mais nervoso. Portanto não é fácil achar uma vaga no hotel no meio da estrada. Tem que ser na hora, pois se não, não dará tempo. Cada minuto pode ser perdido se não for aproveitado.


O dia não tem apenas 24 horas quando um ansioso está esperando alguma coisa, tem aproximadamente 6000 horas. E as vezes ele fica ansioso até sem ter algum evento programado, ou aquela chegada, é mais pelo “esporte” mesmo, não temos como controlar. Para o ansioso, a ansiedade é tipo um monstrinho que vai comendo seus órgãos internos um a um. Então, não julgue o ansioso. Ele só faz tudo isso, pois está ansioso para viver os momentos!



Alice Bennet 
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Crônica Erótica!



Sua boca desce pelo meu corpo, e quase grito de prazer. Ele beija minha barriga e coxa antes de chegar ao local desejado. Ele gosta de me provocar, seus toques são leves e calculados, quase me fazem gritar de prazer. Sedutor, fogoso, não aguento.... momentos depois ele esta dentro de mim. Ahh sim, isso é o paraíso, que delícia. O beijo e é carregado de desejo e luxuria. Quero forte e duro, é assim que gosto e ele corresponde a minha expectativa. Logo ele para e recomeça, não quero que isso acabe cedo, porém estou quase lá.... 20 minutos depois estou um pouquinho saciada e ele ofegante, "Senhooooooorrrrr abençoa esse dom, porque quero mais."

É a melhor amizade que já tive, com benefícios. Nos conhecemos de uma forma digamos...inesperada, afinal o que se espera de alguém que conhece por rede social? Pois é. Ele foi o melhor, meu amigo garimpado no meio de tantas mentes vazias.

Antes de qualquer coisa não era apenas sexo, éramos como poucos, tínhamos a intimidade de quem se conhece há anos, nos gostávamos como namorados, brincávamos como adolescentes. Era amizade com benefícios que poucos podem oferecer da forma mais leve e gostosa. O sexo era perfeito, o beijo era ótimo, e ainda éramos amigos, nos encontrávamos sempre que dava, confesso que era uma das coisas que mais gostava. Não tinha cobranças, éramos livres e nos encontrávamos um no outro, ele era a alegria que me faltava e eu era a pimenta que faltava nele.

 Alice Bennet. 

Email: daricanedo.c@outlook.com


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Sobre encontros





Em um encontro perfeito, quem diria que eu ia achar em meio a tantos loucos o meu sorriso perfeito?  Ele era tímido, mas sabia disfarçar. Era nosso primeiro encontro de verdade, não aquelas esbarradas na boate. Não vou negar, me surpreendeu. Nossa conversa era gostosa com algumas trocas de olhares. Adorava o deixar sem graça só pra ve-lô sorrir. Ahhh, como gosto de o ver sorrir! Acho que foi naquele momento em que me perdi em seu rosto que apaixonei.
Desde na hora que entrei no carro até a hora do ultimo beijo foi tudo perfeito. A conversa, os drink’s, as risadas, até aquelas músicas bregas. Foi amor. Carinho. Respeito. Sensações.
O problema é que ele foi perfeito e por toda a noite ele foi um cavalheiro no melhor estilo o homem dos livros. De uma certa forma ele me marcou, e sempre estará presente nas minhas lembranças, nos risos, nos olhares, por onde quer que eu vá. Era uma noite, mas tinha parceria, amor, empatia, presença. Até que não teve mais. Talvez tivesse sido mais fácil, se fosse como os anteriores, sem sal, mas não foi. Foi o melhor. Talvez fosse mais fácil se a ausência fosse prematura. Sempre é mais fácil sentir falta do que nunca teve.
Eu estaria mentindo se dissesse que não esperava:  sei que o tempo tem a natural tendência de afastar as pessoas de mim, acho que que só esperava que fosse tão rápido. Confesso que tampouco de um dia para outro, mas é inevitável já que falamos de um tipo de distância que vai doer.
E sabe o que é pior? É a certeza que é reciproco.

Alice Bennet






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Carta aberta






Lembro quando não brigávamos, como éramos felizes. As horas e horas debaixo do chuveiro conversando sobre as coisas da vida, fazendo planos pra dali há 10 anos, quando você ia me arrastar para nosso casamento. Lembro-me de como brincávamos como crianças e como eu fingia estar brava quando você me fazia cosquinha. Das horas intermináveis vendo você jogar ou seu irmão.
Sempre achei que éramos mais irmãos que namorados propriamente dito. Nos entediamos como ninguém. A vida era tão simples rindo com você. Penso no quanto perdemos tempo brigando, nos exigindo algo que nunca iriamos ser. Quanto tempo perdemos? 
Essa semana me peguei pensando em nós, depois de tanto tempo. Foi 07 anos juntos, uma vida. Parece uma eternidade não é?! Cada um com sua vida encaminhada, cada um no seu canto. Quanta coisa mudou, quanta coisa aconteceu, que nem parece que só faz 03 anos que terminamos.
Você sempre me inspirou a escrever os melhores textos. Lembro do primeiro que escrevi, “Aprendi” – rsrsrs  - e logo veio o segundo e tantos outros. Como poderia ser diferente agora? 
Engraçado como as coisas são. Hoje estou solteira, tenho minha vida quase feita. Faço faculdade, teatro que sempre sonhei, tenho minha liberdade e sexo quando eu quiser. Saio e danço, volto e não tenho que prestar conta a ninguém a não ser minha sanidade. Vivi aventuras que valeram a pena, outras que não. Me apaixonei e me desapeguei. Tenho amigos e uma irmã que vale mais que qualquer um. E ainda sim, apesar disso tudo, parecer uma vida digna de uma pessoa livre e independente, não vejo mais tanta graça.
Quero me prender livremente a alguém e viver momentos únicos como já vivi um dia. Quero ser de alguém como um dia fui sua. Não que minha vida seja ruim, nada disso, gosto de estar sempre pronta para as maiores loucuras experiências, mas acredito que chega um ponto em nossa vida que a gente cansa.
Talvez por carência ou amor, talvez por ter encontrado alguém que poderia, mas não foi como você, ainda viva a procura de alguém que tenha essa pureza e amor. Alguém com quem eu possa rir e passar horas debaixo do chuveiro conversando. Alguém que me faça cócegas e me diga que vai ficar tudo bem. Talvez realmente tenha cansado dessa vida de solteira.... ou seja apenas tédio.
Na verdade não sei o porquê estou escrevendo tudo isso e divagando sobre nosso relacionamento, e sobre como pensar em você me fez bem e me ajudou a encontrar um equilíbrio mesmo depois de tanto tempo. Acho que agora sim, me sinto em paz e totalmente plena pela gente. Por tudo o que passamos. Precisava dessa reflexão eu diria, porque não foi de todo ruim, foi?!
Portanto obrigada por ter feito parte da minha vida.

Com carinho, Alice.

e-mail: daricanedo.c@outlook.com  
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Onde mora o amor mesmo?



É até difícil responder esse tipo de pergunta. Mas, quem aí não bateu aquela neura, de pensar, ah, acho que só comigo que o cupido era a flechada! Besteira, mentira, calma, tudo tem um tempo, tudo tem um momento para acontecer, e não é da noite para o dia, quem sabe seja, mas vamos lá, um em cada 1000 casos. As coisas vão dando certo aos poucos, por vezes, encontramos desculpas, apontamos o dedo para algo, mas não enxergamos que o amor mesmo, mora dentro de você.


Poxa vida, você viveu tanto tempo sem ninguém, agora vem me dizer que por que ele deu um ponta pé na sua bunda, que tudo acabou? Que o amor não é para você? Relaxa, por isso que a vida é incrível, ela é mágica, ela vira 360 graus, e os sentidos começam novamente a fazer sentido, os ciclos se fecham, as palavras se perdem, os papos já não fazem mais sentido, por isso que a vida por vezes toma outro rumo, mas ás vezes esse é o seu rumo certo, como um timoneiro, é você que da sentido a sua vida, e tem o direito de virar o leme para onde bem entender.


O amor mora dentro do seu coração, das suas atitudes, das amizades, da sua família. Seguinte, faz as malas, vai, viajar, de uma volta, aventure-se, a vida é assim mesmo, cheio de nuances, que no fim fazem todo o sentido. O amor vai bater na sua porta novamente, mas procure selecionar quem você deixa entrar na sua casa.


PS: O amor é para todos, mas, ele dura se for verdadeiro.

Luís Fernando- Escritor
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Academia Friburguense de Letras promove seu 4o Concurso Literário



A Academia Friburguense de Letras abriu as inscrições para o seu 4o Concurso Literário. A instituição, que completou em 2017, 70 anos de fundação, homenageia nesta edição o próprio patrono, Julio Salusse.


A sessão de premiação ocorrerá no dia 8 de dezembro, sendo premiados os três primeiros colocados em cada uma das modalidades – poesia ou prosa. O 1º colocado será contemplado com troféu, certificado e R$ 1.000,00 (mil reais); o 2º colocado com troféu, certificado e R$ 500,00 (quinhentos reais); e o 3º colocado com troféu, certificado e R$ 300,00 (trezentos reais).

Mais informações no blog da Academia Friburguense de Letras.
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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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